Economia
Noventa e cinco por cento de semente consumida em Angola é importada
O desenvolvimento da agricultura angolana passa, fundamentalmente, pela produção nacional de sementes, através da parceria com empresas produtoras da região e internacionais, declarou hoje o ministro da Agricultura e Florestas, Marcos Nhunga.
Noventa e cinco por cento da semente consumida no País é importada, um número inferior para suportar os cinco milhões de hectares de terra arável que Angola possui, disse o governante.
Marcos Nhunga, que falava à imprensa no final da mesa Redonda sobre “Diálogo Político em Produção, Disponibilidade e Acesso dos Agricultores a Sementes Melhoradas para o Fomento Agrícola em Angola”, afirmou que o encontro visa encontrar soluções para contrapor a fraca produção de semente no País.
Explicou que a dinamização da produção de sementes no País deve ser feita através da mobilização do sector privado a se engajar na produção nacional, principalmente as do feijão, arroz, entre outras que fazem parte da dieta alimentar.
“Temos de ter empresas nacionais que criem parcerias com empresas da região como é o caso do Zimbabwe, África do Sul e da Zâmbia, países produtores da região”, referiu.
Sem avançar valores, afirmou que o País gasta muito dinheiro com a importação de sementes, insuficientes a 50 por cento para dar resposta à necessidade nacional, lamentou.
Ainda em relação à produção de sementes, explicou que os produtores devem beneficiar de crédito, uma situação que está a ser concertada ao nível do Executivo.
Para além da produção da semente, Angola deverá pensar na produção de fertilizantes, pesticidas, sistema de montagem de tractores, entre outros elementos essenciais para desenvolver a agricultura.
Em relação aos laboratórios, afirmou que Angola deve melhorar a estrutura e o funcionamento dos laboratórios de sementes, sanidade animal, vegetal, análise alimentar e sistema folhares, entre outros existentes no País.
TPA com Angop/AF