Cultura

Portos do país vão ser adaptados para acolher navios de cruzeiro



Os portos de Luanda, Lobito, Namibe e do Soyo, província do Zaire vão ser adaptados para possibilitar a atracagem e permanência prolongada de navios cruzeiro, como forma de incentivar o desenvolvimento do turismo e da economia nacional, revelou ontem ao Jornal de Angola o secretário de Estado do Turismo.

José Guerreiro Alves Primo falava durante a chegada ao Porto Comercial de Luanda de navio de cruzeiro, denominado Saga Pearl II, proveniente da Europa, com 380 passageiros, sendo 173 do sexo masculino, 207 do feminino e 252 tripulantes e com capacidade para transportar 449 turistas.

Saga Pearl II é um navio de médio porte, com 164 metros de comprimento, inicialmente capacitado para o transporte de 602 passageiros, até à altura em que foi submetido a alterações, ganhando mais espaço, conforto e luxo para os ocupantes.
Este tipo de actividade contribui significativamente para o desenvolvimento do turismo, disse José Alves Primo, tendo anunciado que, durante este ano, “teremos atracados mais três navios nos nossos portos, com um deles com chegada prevista para o dia 24 deste mês.”
Outro navio de cruzeiro deve sulcar as águas marinhas de Angola, provavelmente em Abril, anunciou o secretário de Estado do Turismo, acentuando que o objectivo é incentivar os operadores privados a realizarem mais este tipo de actividade.
O Executivo quer melhorar as condições para que Angola se torne num ponto habitual de escolha para paragem de mais navios cruzeiro, tendo em conta a existência de quatro portos, bem como a beleza da costa, factores que podem muito bem ser explorados e dar certo.
Já em terra, durante quase sete horas, os turistas visitaram o Palácio de Ferro, a Igreja dos Remédios, os museus de História Militar e de Antropologia, a Igreja da Nazaré e passaram também pelo Túmulo do Soldado Desconhecido, Feira do Artesanato, Museu da Escravatura, Ilhas do Cabo e do Mussulo sob coordenação da empresa Travelgest.

Pela primeira vez

Rod Payne, 75 anos, um dos passageiros do navio Saga Pearl II, disse ao Jornal de Angola que, apesar de ser a primeira vez que vem a Luanda, conhece “um pouco sobre a realidade do país”, por trabalhar numa empresa petrolífera que tem filiais cá. “É um país muito quente, mas agradável para se estar. Acho bonito e atractivo para fazer turismo”, disse o cidadão britânico.
A turista inglesa identificada apenas por, Cecília, 73 anos, disse que já esteve em Angola, há quatro anos, a bordo de um navio cruzeiro, tendo afirmado: “gostei da primeira experiência e muito mais ainda desta, por durar mais horas e realizar um programa de visitas a locais históricos e turísticos da cidade, onde concluí que Angola é um bom país para passar férias.”
Carlos Correia Branco um dos representantes dos Amigos da Picada e promotor de turismo, realçou que foram convidados pelo Ministério do Turismo para acompanhar os passageiros do navio Saga Pearl II, durante a sua passagem por Luanda. Os Amigos da Picada é uma associação que anualmente realiza duas “tours” com viagens de moto em todo o país e pelo exterior, desde as zonas recônditas a mais belas.

Outros navios escalaram Luanda

No ano passado, dois navios cruzeiro atracaram em Angola. Em Abril, Luanda recebeu 1.138 turistas de 24 nacionalidades, na sua maioria pessoas idosas, a bordo do “Amesterdão”, proveniente do Porto de Walvis Bay, Namíbia. O navio que partiu, em Janeiro, dos Estados Unidos, permaneceu em águas territoriais angolanas apenas oito horas e rumou posteriormente para a República da Gâmbia.
Outro navio cruzeiro foi o “Silver Cloud”, proveniente da cidade de Cape Town, África do Sul, atracou no Porto de Luanda, com 181 turistas de 23 nacionalidades a bordo.
O navio passou antes no Namibe e Benguela, onde os turistas tomaram contacto com as culturas das respectivas cidades. A viagem oceânica do “Amesterdão” ofereceu aos turistas de várias nacionalidades um plano de lazer e descoberta de novas realidades.

Fonte: JA/BA

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