Internacional

Caixa negra de avião vai ser enviada à Ucrânia



O Irão vai enviar para a Ucrânia as gravações da caixa negra do avião ucraniano abatido acidentalmente na semana passada para que sejam sujeitas a análises adicionais, disse uma fonte oficial iraniana.

Hassan Rezaeifer, chefe de investigações de acidentes do departamento de aviação civil iraniano explicou que não era possível ler as caixas negras no Irão sem ajuda.
Especialistas franceses, norte-americanos e canadianos vão ajudar os especialistas a analisar as gravações em Kiev.
O abate do UIA Boeing 737-800, que cobria a rota Teerão-Kiev, matou 176 passageiros e tripulantes, 82 deles iranianos, o que gerou uma onda de descontentamento popular.
Inicialmente, as autoridades iranianas rejeitaram a tese de que o desastre do Boeing 737 da Ukraine Inter-national Airlines, ocorrido no dia 8, estivesse relacionado com um eventual ataque com mísseis já que o acidente ocorreu horas depois do lançamento de 22 mísseis iranianos contra duas bases da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, em Ain Assad e Erbil, no Iraque, numa operação de vingança pela morte do general iraniano Qassem Soleimani.
Dias depois, o Presidente do Irão, Hassan Rohani, afirmou que o país “lamentava profundamente” ter abatido o avião civil, sublinhando tratar-se de “uma grande tragédia e um erro imperdoável”.

Indemnizações para famílias

Os Governos dos países que perderam cidadãos no acidente com o avião ucraniano exigiram, quinta-feira, que Teerão aceite “total responsabilidade” e pague indemnizações às famílias das vítimas.
A posição foi expressa numa declaração divulgada após um encontro dos ministros dos Negócios Estrangeiros do Canadá, Reino Unido, Afeganistão, Suécia e Ucrânia, que decorreu em Londres.
Todos os 176 ocupantes do voo da Ukraine International Airlines (UIA) morreram quando o avião foi atingido por mísseis pouco depois de ter descolado do aeroporto internacional de Teerão. Além de iranianos, estavam a bordo 57 cidadãos canadianos, 17 suecos, 11 ucranianos, quatro britânicos e quatro afegãos.
Os chefes da diplomacia dos cinco países insistiram igualmente numa “investigação criminal independente seguida de procedimentos judiciais transparentes e imparciais”.
A comunidade internacional “espera respostas” sobre a queda do Boeing abatido por engano pelo Irão, disse o chefe da diplomacia canadiana, François-Philippe Champagne, no final da reunião com os homólogos, prometendo que não desistirão de as obter.
O ministro canadiano indicou que o Irão aceitou responsabilidade pelo sucedido, mas assinalou que apenas uma investigação completa revelará a “causa exacta” e quem foi o responsável.

Fonte:JA/JS

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